Guiada pelas mãos do Eterno

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sábado, 17 de março de 2012

O Verdadeiro Dom tem uma essência chamada AMOR!!!

Se não for com AMOR e por AMOR de nada serve. Se colocarmos AMOR em tudo o que fizermos, faremos com zelo e sairá perfeito aos olhos do PAI, subirá como aroma suave, não é preciso ser o mais perfeito, basta fazer com perfeição.
(Édina S. Pires)





Um Resumo do que significa DOM

Um outro ponto que podemos discutir, tem a ver com os dons dentro de alguma instituição religiosa. É comum ouvirmos falar sobre os dons espirituais como sendo apenas: Dom de línguas, profecias, interpretação de línguas, visões, curas, etc., é mais comum ainda a busca incessante de alguns crentes por estes dons, mas vamos entender o que é dom.


No grego, a palavra Dom, foi traduzida em dois vocábulos diferentes: δωρον (Doron – Presente) ou χαρισμα (Karisma – dom/ presente).
No Hebraico, a palavra dom, é traduzida como: מַתַּת (Matat – Dom/presente)
Para este verbete, todas as traduções são iguais.

De acordo com o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa: dom é um substantivo masculino e significa: 1-Donativo; dádiva; benefício. 2-Prenda, talento, dote natural. 3-Título honorífico que em Portugal se dava aos membros da família real e da antiga nobreza e a certas categorias religiosas.
Descartando a 3ª opção, analisemos a primeira: Donativo, Dádiva ou Benefício. Por meio deste significado só posso crer que não nos adianta clamar e viver pedindo a Deus que nos dê certos “Dons” simplesmente porque são dádivas, presentes, e não são todos que “precisam” de determinados presentes, diferente de sabedoria que o próprio Emissário Tiago (Irmão de Yeshua) garante que o Eterno dá a todos que o pedem e não joga isso na cara de ninguém! (Tiago 1:5).

Agora, partindo para a 2ª opção, entramos novamente na Porção deste Shabat. Dons são prendas, talentos, dotes naturais e, mesmo eles, são dados por D-us, veja o que diz a Torá: (28:3) “E tu, falarás a todos os sábios de coração, a quem Eu tenho enchido do espírito de sabedoria, para que façam as vestes de Aarão para consagrá-lo, a fim de que ele me sirva como sacerdote”. Não teriam estes sábios de coração recebido do Eterno o Dom para criar as vestes sacerdotais? Mas espere um pouco, o que era preciso para criar as vestes sacerdotais além de um conhecimento em corte e costura?
É justamente aqui que quero chegar, os dons de D-us não se resumem apenas àqueles que costumamos ver aos montes nas igrejas pentecostais, mas eles são mais amplos que imaginamos. Costurar, Bordar, pintar, compor, tocar, cantar, desenhar, projetar, etc., sem ter estudo ou curso, é dom divino sim, o problema é que eles não são vistos desta forma pela igreja que acaba os desprezando ou tendo-os por menos importantes quando, na verdade, deveriam ser canalizados para o crescimento do Reino de D-us e usado para louvor e honra ao Eterno.


O Emissário Paulo deixa isto claro quando diz: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus – 1. Coríntios 10:13”. Este “qualquer coisa”, ao meu ver, está mais que claro. Se lermos este verso alterando este “qualquer coisa” por um dom cotidiano veremos o quão imprudentes nós somos com os dons que o Eterno nos dá: Portanto, quer comais quer bebais, ou projete uma casa, ou toque uma música, ou ensine, ou faça comida, ou arrume uma casa, ou cante uma canção, ou cuide de seus filhos, ou pinte um quadro, fazei tudo para glória de Deus.
Se prosseguirmos e invadirmos a porção da semana que vem, veremos que carpinteiros, artesãos, ourives, joalheiros, etc., foram cheios do espírito de D-us para fazer estas coisas e juntos, criarem as veste, utensílios e o próprio tabernáculo, para que o mundo soubesse que O Eterno é o D-us de Israel.

Antes de terminar, quero dizer que além de termos nossas boas obras e dons sendo realizados continuamente para honra e glória do Eterno e, fazendo jus ao ensino do Emissário Tiago, há um outro mandamento para Aarão e seus filhos: Manter o in
censo queimando continuamente.
É muito fácil lembrar apenas da Menorah e do Ner-Tamid ( נר תמידLâmpada contínua), mas mais fácil ainda é esquecer do Incenso contínuo ( קטרת תמידKetôret-Tamid). O que vem a ser este incenso? Devo eu, agora, incensar a minha casa ou igreja ou sinagoga continuamente?

Não, não vamos tão longe. Vamos primeiro entender o que seria este incenso, qual o seu significado, afinal, estamos lidando com símbolos sagrados e reflexo do tabernáculo celestial.
Segundo o livro de Apocalipse, as orações dos santos são oferecidas no altar de ouro (de incenso) e ao anjo foi dada muitas orações para oferecer no altar (Apoc. 8:3). As orações dos Santos são os perfumes do incensário (Apoc. 5:8).

Assim como nossas obras para com o próximo e para com o Eterno devem ser contínuas e devem levar os outros a glorificarem a D-us, nossas orações devem estar continuamente diante de D-us para que possamos exalar o bom perfume do Messias, como diz Paulo: “Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se p
erdem.- 2Coríntios 2:15”
Por isso os sábios judeus ensinam:

“Sobre três bases o mundo se mantém: sobre a Torá, sobre a Avodá e sobre a Tsedaká – Pirkê Avot 1,2”, a Torá (Palavra de D-us, obediência aos Seus Mandamentos e Decretos), A Avodá (Serviço religioso incluindo Tefilá (Oração e súplica)) e a Tsedakah (Caridade e Justiça social).

Voltemos ao princípio!
Shabat Shalom.
Fonte: Talmidd.blogspot

Um exemplo de AMOR e DOAÇÂO

Agora vou postar aqui a história de um morador de rua que não conseguiu se libertar do vício do álcool, mas que tem um grande coração, só precisa socorro para se libertar do vício, pois os seus amigos cães já são ajudados por ele.

Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta com 10 cães, entre eles, espancados pelos antigos donos, jogados pela janela do caminhão, doentes abandonados e esfomeados largados amarrados no poste. Vive de doações de ração, remédio e comidas. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e tratamento que o Rogério tem pelos cães. Ele fica próximo a pontos de ônibus na avenida George Corbisier, após a rua Jequitibás (região do Jabaquara), os cães não atrapalham ninguém, são super educados (todos castrado(a)s) e passam boa parte do dia dentro da carroça.
Ele é muito querido pelos comerciantes da região, o problema é durante a madrugada, bêbados no volante, e garotos usuários de droga na região, tem sido uma constante ameaça. Já foi espancado por jovens drogados e chegaram a jogar álcool enquanto ele dormia com os cães dentro da carroça, por sorte
não tiveram tempo de acender o fósforo, um dos cães alarmou.
É um exemplo de como uma pessoa pode se doar, alguém que na condição dele poderia ter escolhido outros caminhos, mas não, além de ser uma pessoa de muito valor, faz caridade pra deixar muita gente no chinelo. Ele grandifica os lugares por onde passa, porém ele já está cansado e não é mais tão jovem assim.
São muitas as agressões que ele e os cachorros vêm sofrendo, que vão desde assalto, espancamento, esfaqueamento, atropelamento, enfim, é muito sofrimento pra alguém que luta tanto, todos conhecem ele, tanto que na última vez que uma turma veio bater nele porque queriam roubar suas coisas,
o dono do bar em frente saiu e começou a dar tiros, então todos fugiram, o Rogério passou dois dias no hospital, se não fosse por isso os cachorros já seriam órfãos.
Outro dia ele estava levando todos para o pet shop para tomar banho, agora 11, apareceu mais um, um fox paulistinha que eu não conheci pq estava tomando banho. Ele tinha passado o remédio pra pulga, que é meio melado, então teve que dar banho, perguntei qto ele iria pagar e ele disse que a moça do pet shop ajuda ele, daí eu perguntei e vc têm onde tomar banho? e ele me respondeu que tomava banho no posto de gasolina da esquina, banho frio, disse que era nordestino e estava acostumado. Eu não tenho palavras pq às vezes as atitudes valem mais. Cada dia q passa admiro mais a pessoa que ele é.

sábado, 10 de março de 2012

Leiam por favor e meditem, pois é muito lindo e não deixemos ficar somente na emoção, que coloquemos em prática, assim espera de nós o ETERNO!

ESPERANÇA, ele falou de mim... eu sou esperança

Estive estudando a Parashá dessa semana que se chama “Chaiêi Sarah”, no hebraico ou “a vida de Sara”, que se encontra em Bereshit (Gn.) 23:1-25. Pensei em escrever sobre esse tema, mas recordei-me de quantas parashiot já preparei e já ouvi e já li sobre esse mesmo tema.
Enquanto meditava o telefone tocou. Era uma jovem, voluntária de uma instituição chamada CAASAH – Casa de Apoio aos portadores de HIV (www.caasah.com.br). Como já há algum tempo tenho me dedicado a ajudá-los, ela me convidou para o aniversário de 20 anos de fundação que seria realizado nesse dia 17/11/2011 às 19:00h. Temos contato há uns dois anos, mas não a conhecia pessoalmente nem à instituição, apenas faço as contribuições via um moto-boy que recolhe as ofertas. Decidi que esse seria o dia em que iria até lá.

Sabe aquele dia em que você diz: “Valeu à pena viver para experimentar este dia?” Pois é! Eu imaginava um lugar triste, fechado, cheio de mortos-vivos se arrastando...

Nada disso! É um lugar cheio de crianças que em sua maioria não conhece quem as colocou no mundo, sem família biológica. Soropositivas, contaminadas pelos seus pais, algumas desenvolveram também câncer, mas estão cheias de vida devido aos cuidados que recebem das pessoas responsáveis pela instituição. São profissionais da área de saúde e educação, voluntários de um modo geral, pessoas que se dedicam diariamente a cuidar agora não só das crianças, mas também de adultos como: moradores de rua, prostitutas, drogados, todos contaminados pelo HIV. Presenciei alí o submundo da sociedade, sendo cuidado com tanto carinho.

Conheci um garoto que chegou lá com aproximadamente um ano de idade e hoje está com 15. Foi encontrado na rua sozinho e não se tem conhecimento de nenhum parente. Nunca recebeu uma visita. É soropositivo e está sendo tratado de um câncer na laringe. A jovem me disse que ele já ressuscitou três vezes e que é uma história de superação. Tão magrinho... Enquanto eu o abraçava, preocupada em não machucá-lo ele disse com uma vozinha baixa devido ao câncer, mas feliz: “Ele falou de mim, eu sou esperança!” É que o apresentador falou ao microfone sobre uma criança da casa sem citar o nome, cognominando-o de “esperança”.

D'us! Pensei. Como existem coisas ao nosso redor que não nos damos conta! Como o nosso mundo particular é medíocre!

Enquanto a festa se desenrolava no jardim, com mesas bem ornamentadas, toldos, luzes, som e muitos doces, salgados e refrigerantes, fui aos alojamentos das crianças menores dos adolescentes e ao berçário.

Ah... O berçário! Havia vários bercinhos com bebês bem cuidados dormindo. A jovem que me acompanhava foi-me contando a história de cada um deles: “Essa é a Manuela, tem quatro meses e foi abandonada na maternidade”. A mãe? Uma moradora de rua soropositiva. O outro, o Lucas, e os outros, também. Cada um daqueles bebês tinha a mesma história. Uma luzinha tênue e uma canção infantil baixinha completavam o ambiente. Em uma saleta ao lado uma senhora agradável preparava os medicamentos. Em uma bandeja vários copinhos descartáveis contendo em cada um deles alguns comprimidos necessários para garantir o tempo e a qualidade de vida daqueles pequenos, tanto os bebês como as crianças menores e os adolescentes. Ela contava e recontava, para não errar a quantidade de cada um deles enquanto nos recebia.

Um jovem cantava lindamente um louvor ao Eterno e depois mais outro enquanto no telão podíamos ler alguns salmos.

Depois foram apresentadas as pessoas que trabalhavam alí. A cada apresentação os internos aplaudiam fazendo uma algazarra alegre.

Lembrei-me do mandamento do Senhor em Devarim (Deuteronômio) 15:11 que diz: “Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra.”

Que alegria é ter a Palavra de D’us para nos guiar! Veja o que esse texto diz: “teu irmão, o teu necessitado, e o teu pobre”. O TEU! Mas porque nossos?

Analisando Bereshit (Gn.)1:31a “E viu D’us tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”, vemos que não foi D’us quem criou a pobreza, o abandono, a ruína e a miséria na terra, pois tudo o que Ele fez é "muito bom”.
Somos nós que “fabricamos” os pobres quando elegemos os maus governantes, ou quando governamos mal. Quando discriminamos ou excluímos as pessoas apenas por serem diferentes de nós, dando lugar ao nosso egoísmo e vaidade. Quando permitimos e até alimentamos a corrupção, a má distribuição de renda e o desamor. Quando não ensinamos sobre D’us às pessoas e mostramos a elas que “Feliz é a nação cujo D’us é ADONAI (hwhy)” (Salmos 33:12), para que meditem sobre “quem é o deus do nosso País e quem é o nosso deus”.

A palavra hebraica que tem sido utilizada para definir “caridade” é Tsedaká (צדקה), porém ela é muito mais do que isso. Ela significa integridade, justiça, a coisa certa a fazer. D'us permitiu que existissem pobres e ricos para que os seres humanos exercessem bondade e justiça uns com os outros transformando seu livre arbítrio em ações positivas. Creio que o Eterno tem permitido a miséria nesse mundo para que sua misericórdia seja conhecida por nós. Entretanto, se falharmos o mundo se aprofundará na desgraça, na pobreza e na desesperança. Por que será que a miséria tem tomado proporções grandiosas em nossos dias? Onde estão os talmidim de Yeshua?

Confesso a vocês que lerem esse post que hoje estou me sentindo gratificada pela noite que o Eterno preparou para mim naquele lugar. Ele confirmou o que já me incomodava há muito tempo. Que precisamos sair do nosso comodismo espiritual e religioso e nos lançarmos naquilo que Ele já tem nos capacitado para cuidar.

O Rabi Yeshua nos alerta em Lucas 16:8b “os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz”. E a palavra prudência deriva do latim “virtude”. Foi o que vi na CAASAH!


Shabat Shalom!

Celeste do blog: Buscando as Raízes

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Poder da Oração

Diz-se ser história real, ocorrida na época da segunda guerra mundial.

Uma mãe, mulher de oração, clamava ao Eterno diariamente pela conversão de seu filho. O jovem não tinha interesse pelo Altíssimo, ainda que admirasse a perseverança de sua mãe
em buscá-lo.

  • Um certo dia, madrugada nos Estados Unidos, o submarino parou em pleno mar do Japão e assentou-se no fundo do oceano. Com toda diligência, engenheiros, mecânicos, eletricistas e marinheiros empenharam-se em colocar os motores para funcionar, mas nada estava errado, apesar de não funcionar. O capitão convoca todos aqueles 80 homens, sem motores nem comunicações, e lhes diz:
  • “Estamos condenados. Nosso suprimento de ar durará menos de 24h e depois disso morreremos aqui no fundo do mar, do outro lado do mundo. Nem enterro teremos. Só um milagre poderá nos salvar. Há entre nós alguém que conheça a algum deus, que porventura possa se compadecer e nos salvar?” Total silêncio se seguiu por longos minutos.
  • Aquele jovem então, humildemente em sua angústia lembra-se de sua mãe e dirige-se ao capitão, dizendo “capitão, eu não conheço o Altíssimo, mas minha mãe é uma mulher de oração clama por minha alma desde minha infância. Não sei como entrar em contato com ela, mas o Senhor dela é poderoso”. O capitão imediatamente se dirige a todos os demais e diz “vamos fazer silêncio, vamos orar e pedir que de alguma forma esta mulher seja despertada nesta madrugada e interceda em nosso favor”. Cada um então começa a orar do modo que sabia.
  • Imediatamente, do outro lado do planeta, aquela mulher é despertada de seu sono e começa a orar vigorosamente pela vida de seu filho, repetindo a mesma oração de tantos anos “Pai, não permita que meu filho morra sem te conhecer”. Horas depois, tão misteriosamente como pararam os motores voltam a funcionar. O capitão conduz o submarino de volta para a base, faz contato e informa o ocorrido.
  • Ao serem recebidos, o comandante local diz ao capitão do barco “Vocês foram milagrosamente salvos, já os tinhamos dado por mortos. Vamos organizar uma grande festa e celebrar a vida de vocês”. Mas o capitão, comovido, se dirige àquele oficial de patente superior e lhe diz “NÃO. Antes de comemorarmos, antes de dar prosseguimento às nosssas vidas e carreiras, precisamos agradecer e ouvir o que tem a dizer aquela mulher que nos salvou.” Mandaram então trazer aquela mãe, que comovida foi posta diante daqueles 80 homens.
  • Depois de tantos anos orando por seu filho, ela teve a oportunidade de falar do Senhor para 80 homens, que conta a história, conheceram a salvação e tomaram uma decisão por Ele, escrevendo seus nomes no livro da vida e recebendo a vida eterna.
  • As orações daquela mulher foram muitas, foram longas, foram sofridas. Mas o Eterno em Sua infinita bondade e misericórida, recompensou aquela mulher 80 vezes mais do que ela pedia.
  • Uma intercessora, uma mulher simples de origem humilde, pode fazer aquilo que 80 homens treinados e equipados não puderam, pois com ela estava o Senhor, O Rei Eterno.
(texto de autor desconhecido)