Guiada pelas mãos do Eterno

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domingo, 16 de junho de 2013

O casal guiado pelo Eterno, aprende como renovar o casamento!

por Rabi Manis Friedman

Lua de mel… a cada mês

O amor dentro de uma família, entre parentes que nasceram da mesma carne, é inato. O amor entre a mãe e seu filho, irmão e irmã, dois irmãos, duas irmãs, vem facilmente. Como são aparentados por natureza, sentem-se à vontade um com o outro. Existe uma proximidade inata entre eles, portanto seu amor é sólido, forte, previsível e calmo. Não há distância a ser transposta; não há diferença alguma a ser superada.
 
Existem dois tipos de amor humano: o amor intrínseco, calmo, que sentimos pelas pessoas com quem somos relacionadas por parentesco, e o mais íntimo, ardente, que existe no casamento. É por este motivo que a relação entre marido e mulher é muito diferente do relacionamento pai-filho.

O amor entre marido e mulher não é assim. Seu amor não está sempre ali; eles não se conheciam, não estiveram sempre relacionados. Não importa o quanto cheguem a se conhecer, não são semelhantes. São diferentes do ponto de vista emocional, físico e mental. Amam-se apesar das diferenças e por causa delas, mas não há um traço comum entre eles suficiente para criar um amor calmo e informal. As diferenças permanecem mesmo depois que se casam, e o amor entre eles terá de superar estas diferenças.

A bênção ideal para um casal é: "Que sua lua-de-mel jamais termine."
Afinal, marido e mulher certa vez já foram estranhos. O homem é diferente da mulher, portanto na essência eles continuam estranhos. Por causa disso, o amor entre eles jamais poderá ser informal, consistente ou calmo.

Este amor adquirido é naturalmente mais intenso que o amor entre irmão e irmã. Quando o amor precisa superar uma diferença, uma distância, um obstáculo, requer energia para saltar e fechar a lacuna. Esta é a energia do amor ardente.

Como a lacuna entre marido e mulher jamais se fechará realmente, seu amor um pelo outro precisará continuamente cruzar por esta ponte. Haverá distância, separação, depois uma aproximação e uma volta juntos, de novo e de novo. Este senso de distância intensifica o desejo de fusão.

Para ficarem juntos, o homem e a mulher têm de superar determinadas resistências. Um homem precisa superar sua resistência ao compromisso, e a mulher deve superar sua resistência à invasão. Assim, ao ficarem juntos, marido e mulher estão transpondo grandes distâncias emocionais, o que intensifica seu amor. A ausência do amor inato na verdade faz seu coração se apegar ainda mais.

Se irmão e irmã tivessem um amor ardente, seu relacionamento sofreria. Não é a emoção apropriada para um irmão e irmã sentirem. Seu amor floresce quando é intacto, não desafiado, constante e calmo. Não é que eles não possam ter desentendimentos, mas estes rompem seu amor. Por outro lado, se marido e mulher desenvolvem um amor calmo um pelo outro, seu relacionamento não progredirá. Se estão familiarizados demais um com o outro, como irmão e irmã, o amor não florescerá. A verdadeira intimidade no casamento – amor ardente – é criada pelo constante afastamento e reunião.

Se um marido e mulher jamais se separam, seu amor começa a azedar, porque não estão criando um ambiente propício àquele amor. O ambiente de proximidade constante não é condutor ao amor homem-mulher; é o ambiente para o amor fraterno ou maternal.

A separação física que nos foi dada por D’us é uma solução muito mais feliz. Aquela separação é criada ao se observar um conjunto de leis da Torá denominado Taharat Hamishpachá, Leis da Pureza Familiar.

É por isso que a bênção ideal para um casal é: "Que sua lua-de-mel jamais termine." Uma lua-de-mel – quando duas pessoas que antes estavam separadas se juntam pela primeira vez – deveria nunca ter fim, porque é onde um casamento progride.

O amor entre um homem e uma mulher aumenta com o afastamento e a reunião, a separação e a aproximação. A única maneira de ter um ambiente que leve a este tipo de relacionamento é promover uma separação.

Há muitos tipos de separação. Um casal pode viver em locais diferentes, ter diferenças de opinião, ou ter discussões e enfurecer-se mutuamente. Muitas vezes a discussão não é pela discussão em si, mas para criar uma distância a fim de que marido e mulher possam sentir que estão se aproximando. Esta não é uma solução feliz. Fazer as pazes depois de uma briga pode ser bom para um casamento uma vez ou outra, mas não numa base regular. Não é uma boa idéia ficar procurando motivos para discussões, especialmente porque as separações podem tomar uma forma mais positiva.

A separação física que foi dada por D’us ao povo judeu na Torá é uma solução muito mais feliz. Aquela separação é criada ao se observar um conjunto de leis da Torá derivado de Vayicrá 15, denominado "As Leis da Pureza Familiar", ou "leis do micvê". A palavra micvê refere-se ao banho ritual no qual as mulheres judias tradicionais, desde os dias bíblicos, imergem após seu período mensal e antes de voltarem às relações sexuais com seus maridos.

Segundo estas leis do micvê, durante o tempo em que uma mulher judia está menstruando, e por uma semana depois disso, ela está fisicamente fora de alcance para seu marido. Durante aqueles dias, a separação física é total: não tocar, não sentarem juntos num balanço, não dormir na mesma cama.

No decorrer dos séculos, todos os tipos de explicações têm sido dadas para estas leis, mas todas elas têm uma coisa em comum: a separação protege e nutre o aspecto íntimo do casamento, que floresce com o afastamento e a reunião.

Este entendimento não é único dos judeus. Na maior parte das culturas no mundo inteiro, os antigos praticavam diversos graus de separação entre marido e mulher durante o período menstrual. Alguns, como determinadas tribos dos índios americanos, na verdade têm alojamentos separados, tendas para mulheres menstruadas, onde elas ficavam durante este período. Mais tarde estes costumes se deterioraram em mitos, tabus, temores, superstições, argumentos higiênicos e outros, numa tentativa de racionalizar um tema delicado e sensível. Porém a separação era uma prática tão universal que me pergunto se os seres humanos sabiam por instinto que o amor entre homem-mulher floresce com o afastamento e a reunião, em aproximar-se depois de uma separação. O corpo está na verdade respeitando um estado emocional. Assim como o amor entre o homem e a mulher não pode ser mantido com intensidade total o tempo todo, mas precisa de uma certa tensão criativa sem a qual não prospera, o corpo tem uma necessidade similar.

No que diz respeito aos judeus, sabemos que estas mudanças cíclicas foram criadas com este exato propósito. Isso é muito mais que uma coincidência: é como o corpo reflete a alma, como o corpo é criado à imagem da alma.

Como tudo o mais que existe em nossa vida, o ciclo de afastamento e aproximação do casamento é para ser um reflexo de nosso relacionamento com D’us. Os dois tipos de amor, amor calmo e amor ardente, existem não apenas entre seres humanos, mas entre nós e D’us.

Quando nos referimos a D’us como nosso Pai, é um relacionamento inato e intrínseco. Não precisamos trabalhar por ele; simplesmente está ali. É um amor constante e firme, um amor indestrutível, um amor comparado à água.

Mas também falamos sobre como D’us é infinito e nós somos finitos; D’us é verdade e nós não somos; D’us é tudo e nós mal somos alguma coisa. Devido a estas diferenças, sentimos uma grande distância de D’us, e a necessidade de criar um relacionamento com Ele. Estabelecer um relacionamento apesar das diferenças, apesar da distância, é mais como um casamento. É uma relação tempestuosa – um amor ardente.

Se deve haver uma separação – e existe esta necessidade – considere os seguinte: em vez de esperar para que se desenvolva uma separação, onde marido e mulher brigam ou perdem interesse um pelo outro, aceitemos a sugestão do corpo e criemos uma separação física, em vez de uma espiritual e emocional. Todos estão dizendo: "Preciso de meu espaço." Isso é verdade. Manter as leis do micvê, quando são apropriadas, é uma maneira de criar aquele espaço.



Postagem extraído do texto:
http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/luademel/home.html

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Abençoado seja o fruto do teu ventre

06/11/1997- Revelação Salmos 31.

Minha irmã já estava casada há alguns anos e não engravidava, vindo ela para minha casa em uma visita a família no mês de novembro no ano de 1997, senti em lhe falar da palavra, foi então que ela abriu seu coração e me contou a cerca do anseio em ser mãe, me pediu para interceder junto ao Pai em oração por aquele desejo que a anos guardava dentro da sua alma. Em oração abri a palavra no salmos 31 e versículos deste salmos confirmarão a misericordia do Pai se renovando em sua vida!

"Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois tens visto a minha aflição, 
conhecestes as angustias de minha alma e não me entregastes nas mãos do inimigo; 
firmastes os meus pés em lugar espaçoso.

"Compadecestes te de mim, Senhor, porque me sinto atribulado; de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo."


Naquele  momento a sós com o Pai, a palavra me acalentou, pois entendi que minha irmã iria ser mãe, ela já era alvo dos  vizinhos e familiares por ainda não ter filhos! Mais sua fé e confiança no Eterno a salvaria desta angustia.

"Tornei-me opróbrio para os meus adversários, espanto para os meus vizinhos e horror para os meus conhecidos; os que me veêm na rua fogem de mim.

O Altíssimo confirmou a revelação através de uma irmã que dava testemunho de uma vida comprometida com a palavra, esta irmã colocou a mão na barriga de minha irmã e disse:

Daqui aproximadamente um mês você ligará para nos dar uma boa notícia!!! Abençoadas foram estas palavras!
Minha querida irmã voltou para Minas Gerais, cidade onde morava desde o seu casamento à alguns anos, feliz e confiante naquelas revelações.

"Bendito seja o Senhor, que engrandeceu a sua misericordia para comigo, numa cidade sitiada!

"Sedes fortes e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Eterno."

Passados exatamente trinta dias recebo uma ligação... era ela, irradiante do outro lado me dizendo que estava grávida!

Hoje ela tem duas filhas que são a sua maior motivação diante de muitos outros obstáculos colocados em seu caminho, muitos destes obstáculos já superados,  pela fé e perseverança de uma mulher guerreira e forte que hoje aos quarenta e nove anos, formou-se em Pedagogia, conquista que realizou depois de cumprir sua promessa, cuidar de suas filhas enquanto elas eram pequenas e totalmente dependentes da sua presença, passou por momentos difíceis mas dedicou todo seu amor e tempo para aquelas meninas que foram lhe dadas como o maior dos presentes!
Para mulheres que carregam consigo o mais nobre sentimento de amar e se doar completamente por alguém! Este sentimento tem um nome registrado no coração de cada filho... AMOR DE MÃE! 

O nosso Pai Eterno é o doador deste Amor.
Confie nele, entregue seus caminhos a ELE que tudo mais ELE fará.

(Texto criado por Édina S. Pires, como testemunho da fidelidade do Eterno em cumprir a sua Palavra.)