
Publicado em 9 de fevereiro de 2011 por Sha'ul Bentsion
“Não cometereis injustiça nos juízos, nem na vara, nem no peso, nem na medida. Tereis balanças justas, pesos justos, um efá justo e um hin justo. Eu sou YHWH, vosso Elohim que vos tirei do Egito.” (Vayicrá/Levítico 19:35-36)
A primeira impressão que se fica desse texto é de que devemos ser justos e equilibrados em nosso tratamento para com o próximo. Porém, a Torá não restringe o juízo, o peso ou a medida simplesmente ao tratamento ao próximo. O equilíbrio no peso e na medida deve estar presente em tudo na nossa vida.
A maioria das pessoas que se achegou a alguma forma de Judaísmo que reconhece Yeshua o fez porque não se satisfez com as respostas obtidas no Cristianismo. Uma dessas respostas é a presença de conceitos estranhos à fé bíblica, absorvidos ao longo dos séculos.
Por esta razão, essas pessoas denunciam adições à fé, como a adoração dominical, o Natal, entre outros costumes cuja origem está no sincretismo promovido pela Igreja de Roma ao longo dos séculos. E elas estão corretas em denunciarem tudo aquilo que não vem das Escrituras, e sim de avodá zará (adoração estranha à fé bíblica.)
Meu convite hoje é a você que se encontra nesta situação: Você estará disposto a filtrar o Judaísmo Rabínico pelo mesmo prisma que aplicou ao Cristianismo? Estará disposto a investigar e rejeitar sincretismos e adições à Torá?
Infelizmente, muitos engasgam nessa questão. É como se o Judaísmo Rabínico estivesse acima da crítica. Ao Cristianismo, o apedrejamento. Ao Judaísmo Rabínico, a tolerância de todo e qualquer preceito originalmente não-judaico. Isso não é fazer teshuvá, é apenas trocar de religião.
Existe tanta, ou talvez até mais, assimilação de costumes pagãos no Judaísmo Rabínico do que no Cristianismo. Alguns até bem mais explícitos. Por exemplo, a influência pagã no inexistente milagre de Chanuká é mais explícita até mesmo do que a do Natal. E no entanto, engole-se esse camelo. Não me refiro aqui à verdadeira festa de Chanuká, que Yeshua celebrou, mas aos acréscimos feitos a ela.
Por que aqueles que denunciam a mudança do Shabat para o domingo do deus-sol, que verdadeiramente ocorreu, se recusam a sequer pesquisar as diferenças entre o calendário rabínico e o calendário bíblico? Por quê uma mudança nos tempos apontados do Eterno é menos grave se feita no meio rabínico do que no meio cristão?
Por que o Judaísmo Rabínico é considerado praticamente infalível por muitos, se nas próprias Escrituras o Eterno acusa frequentemente os líderes de Yehudá (Judá) de se desviarem? Será que o que aconteceu nas Escrituras não pode mais se repetir?
Se o próprio Yeshua criticou – e de forma nem um pouco leve – a teologia farisaica, por que o fato de Yeshua ser judeu é usado para tentar justificar essa mesma teologia condenada pelo Mashiach em boa parte dos seus fundamentos?
Se os que se achegam à Torá, ou pelo menos dizem querer fazê-lo, conseguem com tanta clareza enxergar que Sha’ul (Paulo) falava não contra a Torá, mas contra preceitos humanos e acréscimos à Torá, por que essas mesmas pessoas tomam sobre si o fardo desses acréscimos? Por que Sha’ul (Paulo) é entendido, mas não é vivido em seus ensinamentos?
Se tudo isto te decepciona, ou se Elohim está te convidando a refletir sobre isso, então aceite nosso convite. Deixemos de lado os acréscimos de homens, e os mandamentos sobre mandamentos, e voltemos à pureza da fé bíblica, do depender unicamente da Palavra que sai da boca de Elohim. É isso que Yeshua nos chamou a fazer.
E como fazer isso? Basta aplicar esse simples preceito da Torá, o da balança equilibrada. A Bíblia é a balança. Julgue TODA prática à luz das Escrituras, sem eleger favoritos por motivos que vão além do serviço ao Eterno.
É hora de dizermos novamente: Mi L’YHWH Elai. Quem for por YHWH, siga-me. Se a você também importa seguir unicamente a Bíblia, e TODA a Bíblia, sem acŕescimos nem remoções, junte-se a nós. Vamos juntos andar com o Mashiach Yeshua, a Palavra que se fez carne.
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