Guiada pelas mãos do Eterno

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A TOMADA DO ESTADO




A tomada do Estado, achei muito interessante este texto do blog http://liberta-te.org/a-tomada-do-estado/#more-422 postei aqui uma parte, concordo plenamente com esta visão de política/religião, como é um texto bastante extenso, postei este trecho, se interessar a leitura de todo o conteúdo, o qual eu aconselho, é só visitarem o blog acima citado, com grifo em vermelho.



Até os dias de hoje, todas as desgraças e terremotos sociais, devastações e matanças visíveis e subterrâneas repousaram na fundamentação em Deus. Essa verdade, que quando me foi retirado á vista replicou-me em séculos de reconstrução, me passa na mente que há algo de muito mal cheiroso no ar, na história; na história contada para a humanidade; sobre Deus, sobre a igreja, sobre esse Jesus que dizem por ai, e principalmente sobre a religião! E esta que reina até os dias de hoje sobre a marca de evangelho vivo, possui seus sacerdotes mutiladores especiais; os rezadores, que não fazem mais que impedir a caluniar o caminho da verdade. Sobre estes sacerdotes, provavelmente sem sangue humano correndo nas veias, que possuem um extremo mal gosto para com a vida; um rancor de tudo e de todos; querem cruzes para todos os homens, vemos pairar uma “áurea” angelical, de uma tal concessão empresarial   da verdade para o reino dos humanos que diz com palavras flamejantes á todo e qualquer humano: “servir á Deus é ser isso!” “É ser aquilo, ou aquilo outro…” É ser o alegre capacho servidor do deus Estado, que justifica sua ânsia de poder e ouro no absoluto, joga para o inquestionável o estigma criado e mantido por mãos humanas: “Deus diz para respeitarmos as autoridades! Não levanteis contra elas!” “Elas são deuses em menores proporções”: assim é o evangelho dos impotentes, da covardia em forma de santidade. Na democracia, Deus tem seu título de eleitor número um, é quem assenta os reis e os presidentes, e não o povo, pois que é o povo? Quem é a plebe para escolher seus próprios governantes? E para tudo isso, os sacerdotes da covardia chamam sorridentemente de soberania de Deus e não de mentira imoral e falsificação da verdade; que talentoso conversor de verdades é este sacerdote, não? Poderia um dia, segundo sua benevolente vontade renomear o planeta Terra de Júpiter, e certamente ninguém nesses dias o questionaria, se já o faz da verdade em mentira e o mesmo ocorre com toda naturalidade! Para mim basta de tanta imundície. As trevas cobrem a face da terra e encobrem toda crueldade que é feita em nome de Jeová, de Alá, de Cristo e de qualquer outro líder que tenha passado por aqui. Porém, neste último a perversão é ainda maior, pois o mesmo não deveria constar nem mesmo na lista dos fundadores de religiões, e é exatamente ai que se inicia a falsificação. Fizeramlhe líder do cristianismo! Criador de uma abominação, corromperam-lhe as idéias, os instintos, as morais, as interpretações da ética e por fim o modo de vida. Tudo foi denegrido em nome dele mesmo, que ironia não? Ao passo de termos de olhar para trás com os olhos sadios e voltarmos cegos, com os olhos perfurados por todo o crime que se estabeleceu no mundo com o nome de igreja de Cristo. As vergonhas do evangelho na história se destacam por nomes como; Oliver Cromwell, Calvino e Lutero: por eles temos que pedir desculpas ao universo inteiro pelo que foi feito em nome de seu o criador.

É notável que a igreja oficial caminha historicamente para um cristianismo profundamente anticristo, com o passar dos séculos a profundidade apenas cresce; e digo cristianismo no sentido de representações do evangelho de Cristo. A criação de um sistema, criado por quem á comanda (o sacerdote), de uma realidade voltada para a distração, para o entretenimento; um parque, um circo, um teatro; entretenimento com cara de práxis evangélica, com imagem de “fidelidade ao que Cristo ensinou”.

Essa realidade, puramente política, quer o que Cristo não quis, busca que o que ele nunca moveu um dedo para ter, e por isso acaba pensado diferente do mestre, discordando dele; ganha vida própria, torna-se independente, já não o dá satisfações sobre o que crê, prega e vive. Cristo jamais elegeu deputados, magistrados para penetrarem no Estado e transformá-lo em cristão (supostamente). Á seus seguidores somente foi dito: ide e fazei mais discípulos!



O conceito moderno, defendido principalmente por certos protestantes pentecostais de que: “precisamos ter representantes do reino de Deus no reino dos homens”, “precisamos ter nossos deputados, nossos governadores”, é categoricamente anticristão. Não se fundamenta em Cristo, pode ter como alicerce qualquer outra fonte menos ele. Á esta confrontação, respondem eles: “o pensamento da igreja tem mudado ao longo dos séculos, hoje sentimos essa necessidade”…”hoje somos diferentes do tempo de Jesus; vivemos em outra época, outra realidade”. Ora, o julgamento de dobrar-se á realidade, da necessidade de adequação ao meio, é também tipicamente anticristão. O que é cristão é o inverso: somos o que somos e mudaremos a realidade á nossa volta; o tão conhecido: “ser sal da terra e luz do mundo”. Por essa via, subtende-se um estado de decadência muito mais profundo do que um mero desvio ou falta. Vê-se transparentemente a antagonia da igreja em relação á Cristo. A peleja travada por ela, avidamente contra o que Jesus foi e ensinou; ela é de fato o seu pior inimigo. Os juízos de valor dominantes sobre o que se pode chamar de cristandade são hoje, mais do que nunca anticristãos.

E ainda por cima fala-se em dom para atuar na política! Em ministério, em um “chamado especial” para atuar em Brasília e representar o reino de Deus; coisa esta que eu concordo: realmente é preciso se ter um “chamado especial” para negar á Jesus e ser seu confrontador! Disso não há dúvidas. Mas ironias á parte, fala-se portanto em oficialização, em desenvolvimento progressivo da maleficência, ser um profissional na arte da blasfêmia; detalhe: sem nenhum constrangimento.

A resposta para essa soberbia bestial da igreja está na verificação de que Jesus não dá lucro, andar com o carpinteiro de Nazaré em toda sua plenitude não é um bom negócio, nunca foi; perguntemos á Igreja primitiva se Jesus os deu algum lucro, perguntemos aos mártires, á Estevão! Perguntemos aos milhares de anônimos mortos em espetáculos públicos por Roma; a resposta é a chave que revela todo o segredo.







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