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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Santana do Itararé Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Minha origem e antecedêntes, minha família materna fundou O municipio de SANTANA DO ITARARÉ NO PARANÁ,que alegria conhecer um pouco desta história!!Quero muito saber se houve a união da família Barbosa e Oliveira com a família polonesa Koproski e os Krocheski, quem souber, deixe um comentário nesta publicação.

Etimologia

De origem religiosa e geográfica. O termo "Ana" vem do hebraico "hannah"...graciosa, e no latim ficou "ama"...ele (Deus) favoreceu-me. Segundo os evangelhos apócrifos, Ana seria muito idosa para ter filhos, mas um anjo veio contradizer a natureza e desta forma nasceu a Virgem Maria, mãe de Jesus. A igreja canonizou Santa Ana no século VI. O termo "Itararé" é de origem Tupi "I'ta"...pedra + "ra'ré"...escavada, oca: Lapa cavada pelas águas, conduto subterrâneo, sumidouro, terra que o rio cavou.
[editar]História

A movimentação com interesses de colonização no território de Santana do Itararé é contemporânea aos povoamentos de Colônia Mineira, Wenceslau Braz e São José da Boa Vista. Tradicionalmente colonizada por desbravadores vindos do Estado de Minas Gerais, a frente pioneira ao longo do curso do Rio Itararé, era constituída de grandes fazendas isoladas, entremeada de terras devolutas. O mineiro João Barbosa adquiriu terras ao norte do município de São José da Boa Vista, às margens do Rio Itararé, para ali se estabelecer.
Nesta época havia poucas famílias estabelecidas na região, que sofriam muito com a distância dos centros urbanos, e mais especialmente, com a falta de estradas, pois o que se tinha eram verdadeiras picadas na mata, situação que piorava em períodos de chuva. Sendo boa alma, o mineiro João Barbosa doou parte de suas terras para que se iniciasse uma povoação, procurando assim minimizar o sofrimento de seus conterrâneos.
Foi desta forma que surgiu o Patrimônio de Barbosas, denominação que o doador do terreno. Barbosas foi fundado por Mateus de Gênova, um abnegado missionário que muito ajudou aos pioneiros de Santana do Itararé no início do século XX. O religioso entronizou na capela do povoado uma imagem de Santa Ana, e tornou-se um hábito da população festejar sua padroeira no dia 26 de julho todos os anos.
Com a chegada de novas levas de migrantes, vindas dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, o lugar foi crescendo, tanto é que pela Divisão Territorial do Estado do Paraná de 1920, com a denominação de Santana do Itararé, já figurava como Distrito Judiciário, com território pertencendo ao município de São José da Boa Vista. Em 1936 é Distrito Judiciário de Wenceslau Braz, em função de nova divisão territorial.
No dia 25 de janeiro de 1961, pela Lei Estadual 4.338, eleva-se à condição de município autônomo, sendo que sua instalação se deu no dia 22 de outubro do mesmo ano, dia em que foi empossado como primeiro prefeito do município o sr. José de Oliveira.


Imigrantes

Ao longo de sua história, Santana do Itararé contou com a ajuda de imigrantes para desenvolver-se; dois grupos destacaram-se: os Poloneses e os Japoneses.
Os primeiros a chegarem no então povoado, foram os poloneses. Oriundos da rejião leste do país das cidades de Varsóvia e Cracóvia, da família Koproski e os Krocheski aportaram no final do século passado no porto de Paranaguá, um vapor vindo da Europa trazendo vários imigrantes que espalharam-se pelo Paraná e Santa Catarina, dentre estes vieram os Krocheski, que primeiro foram para São José da Boa Vista e depois para Santana do Itararé. Instalaram-se em uma única propriedade, na tentativa de manter a união diante das grandes dificuldades, onde a língua era a maior. Viviam exclusivamente da agricultura seguindo a maneira produtiva local. Com o passar do tempo e a entrada de brasileiros nas famílias e a falta de interesse pela preservação de sua cultura os poloneses perderam sua identidade enquanto imigrantes de uma longínqua nação.
Os japoneses também foram pioneiros de Santana do Itararé, eles ali entraram 18 anos antes da emancipação. Foi na colônia Juruema que os japoneses instalaram-se, em 1943, para desmatar a propriedade de Yasutaro Matsubara. Enviados pelo proprietário, chegam Tomizo Nakagakiuti e duas famílias nipônicas. Cultivar batatas, tomate e desenvolver a avicultura eram seus objetivos.
No ano de 1947 entram na mesma propriedade mais 18 famílias, lideradas por Akira Suzuki. A colônia Juruema está grande e comporta uma Associação de Moradores que é fundada no ano seguinte, sob a presidência de Tomizo Nakagawa. A colônia não só crescia em termos populacionais, como também em produtividade. Com isso, a Cooperativa Agrícola de Cotia, instalou uma filial em Santana do Itararé.

A História da Fundação

No ano de 1845 terminava a Guerra dos Farrapos no sul do Brasil, com a promessa do Imperador D. Pedro II de criar uma nova província para que esta ficasse sob influência gaúcha. Assim feito era desmembrado a 19 de dezembro de 1853 a Província do Paraná desmembrando-se de São Paulo, e no mesmo dia era nomeado o primeiro presidente da Província ZACARIAS GÓES DE VASCONCELOS.
O presidente preocupou-se, sobretudo em colonizar a região norte da província para evitar possíveis invasões por parte dos povos hispânicos. Criou-se então incentivos para atrair colonos; como terras em livre acesso e ajuda financeira para as primeiras safras. Atraídos pelos incentivos e desgostosos pela crise de 1842, milhares de mineiros partiram em direção da nova província e dentre eles a FAMÍLIA BARBOSA que adquiriu uma grande quantidade de terras no norte do Paraná.

Mesmo com todo o esforço do presidente, a colonização era dificultada pelos índios Xavantes e Kai-Kangs que sempre invadiam e destruíam as roças, no intuito de expulsar os invasores de suas terras. Com este fato Zacarias Góes, envia um comunicado a Santa Sé no Vaticano pedindo a freis Jesuítas para catequizar os índios e assim facilitar a colonização. Atendendo o pedido, desembarcam no Porto de Paranaguá, em 06 de dezembro de 1854, três freis sendo Timotheo de Castelnovo, Pacífico de Monte Falco e Mathias de Gênova. Cada um deles é enviado para uma região da província e o Frei Mathias vai para o norte, para a possessão de Nossa Senhora do Pirapó, atual Sertanópolis.

Depois de um ano de trabalho, uma epidemia de malária, faz com que o frei pedisse licença do comando da possessão e seguisse para Castro para tratar de sua saúde. No decorrer da viagem ele pernoitou na Fazenda Barbosa, onde os proprietários JOÃO BARBOSA e ANA BARBOSA contam de uma capela construída em 30 alqueires de terras doados por eles para a Igreja Católica em louvor a Santa Anna. O frei então celebra uma missa e abençoa a capela, depois segue para Castro e mais tarde Araucária. Como a leva de migrantes continuava, estes fixavam moradia em torno da capela, e assim nascia no ano de 1856 a POVOAÇÃO DE NOSSA SENHORA SANT'ANNA DO PASSO DOS BARBOSA.Com o passar do tempo os moradores passaram a chamar o povoado de PASSO DOS BARBOSA, e mais tarde simplesmente BARBOSA.

No ano de 1880 eleva-se a Comarca o município de São José do Cristianismo, e este fica com domínio político e jurídico sobre Barbosa, que anteriormente pertencia a Comarca de Castro. No ano de 1891, o povoado é elevado a categoria de Distrito e reconhecido em 1893, quando é criado o Cartório do Registro Civil e de Imóveis, neste período o distrito já aparece com o nome de Santana do Itararé, porém não existe registros de quem partiu a idéia da troca do nome.


Fonte: Sirineu Mota Pereira

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