
O TALMUD E A MEDICINA
Estive lendo o Facebook por estes dias e decidi postar um pequeno artigo que me foi enviado pois o considerei de grande importância, dado seu conteúdo informativo relativo à saúde.
Por cuidado, comentei alguns pontos no que diz respeito aos Mandamentos e à Torá, por crer que necessitavam de uma colocação não apenas científica.
-------------
O TALMUD E A MEDICINA
O desenvolvimento da ciência mostra cada vez mais que o Livro Sagrado tem soluções para a prevenção e o tratamento de graves enfermidades.
Macrobiótica (do grego macros: grande, longa; bios: vida) é a arte ou a utilização de meios ou processos cuja finalidade é não só prolongar a vida, como torná-la mais agradável e feliz. Sem saúde não existe felicidade. A Macrobiótica vem sendo utilizada desde a Antigüidade. Os credores das grandes religiões conheciam a prevenção e a cura de muitas enfermidades. Os judeus já faziam, através da circuncisão[1], a prevenção do câncer genital. Moisés, oriundo do Egito, onde floresceu uma civilização extraordinária, fazia restrições a alguns alimentos, principalmente à carne de porco[2], que produz graves doenças. Há pouco tempo, assistindo a um grande debate sobre a Cisticercose Cerebral, doença provocada pelo consumo de carne de porco contaminada pelas larvas da Taenia Solium, que causa a destruição do cérebro e para a qual praticamente não existe cura, fiquei muito impressionado não só com a gravidade da doença citada, mas também com a brilhante exposição científica dos ilustres mestres da nossa medicina. No entanto, o que mais me emocionou foi o pensamento de que quantos sofrimentos e mortes poderiam ser evitados se a famosa lei de Moisés fosse respeitada.
Salgar a carne
Ainda segundo a religião judaica, certos alimentos não devem ser utilizados na mesma refeição. O leite e o queijo, por exemplo, não podem ser comidos junto com a carne. Tais proibições têm um profundo conteúdo científico, pois hoje sabemos que os alimentos ricos em gordura como o leite e o queijo inibem as secreções gástricas, o que dificulta a digestão da carne. Até os talheres que foram empregados para comer os laticínios não podem ser usados para o consumo do referido alimento animal. Na minha época de estudante de medicina, eu achava graça do fato de minha querida mãe salgar a carne durante uma hora, antes de cozinhá-la. Mas, como se costuma dizer, o "castigo vem a cavalo". Pois como pesquisador, publiquei em revistas médicas vários trabalhos científicos, que tiveram repercussão internacional , nos quais responsabilizo uma variedade do ácido lático, o sarcolático, do grego, sarco: músculo, pelo aparecimento de graves enfermidades, inclusive as malignas. Justamente a carne é o alimento mais rico em ácido lático. Ao salgar[3] esse alimento, simplesmente se inibe, através do cloreto de sódio do sal de cozinha, o referido ácido. O ácido sarcolático também se forma nos grandes problemas emocionais e nos erros de alimentação. Daí a importância da psicoterapia e da alimentação integral e equilibrada na prevenção e tratamento de graves doenças.
Mastigação e energia
Tudo indica que a maneira do shoichet[4] sacrificar os animais para uso alimentar, evitando a violência exagerada, contribua para impedir a formação excessiva do ácido acima referido. A carne kasher, por este motivo, é mais saudável para a alimentação. Outro fator de grande importância para a saúde é a mastigação. O homem moderno quase que não mastiga os alimentos, simplesmente engole. A digestão dos hidratos de carbono se verifica principalmente na boca, devido a um fenômeno chamado ptialina. Quanto mais o indivíduo mastigar o alimento, maior será o aproveitamento de energia pelo organismo. A respeito do valor da mastigação a Guemara, uma das partes do Talmud, escrita em 200 anos a.C., já revelava profundos conhecimentos médicos e bioquímicos ao afirmar que "os pés dos que mastigam bem com os dentes, encontrarão mais vigor". Por isto é que os macrobióticos e os vegetarianos insistem numa mastigação prolongada.
Antigas Fontes
Maimônides (Rambam), famoso médico e filósofo que viveu muitos anos no Egito, onde tratou o célebre sultão Saladino, realçava muito a importância da alimentação para a prevenção e tratamento de graves enfermidades. A este respeito, na Guemara também está escrito: "A comida é excelente para o homem até os 40 anos; depois desta idade é melhor tomar líquidos". Nos dias atuais, o ser humano vive em grande tensão nervosa. É um stress permanente. O aparelho digestivo, devido aos problemas emocionais, não consegue produzir sucos digestivos em quantidade suficiente para digerir os alimentos comuns tais como carne, leite, frituras, etc. Além disto, os alimentos estão extremamente poluídos. Usam-se até substâncias cancerígenas no preparo e conservação de muitos alimentos como tem sido amplamente divulgado pela imprensa. A maioria das doenças tais como infarto do miocárdio, hipertensão, diabetes, doenças alérgicas, nervosas e até malignas, são respostas do organismo face às agressões causadas por erros de alimentação, poluição dos alimentos e graves problemas psicológicos. Apesar dos grandes progressos da medicina, as doenças aumentam assustadoramente. A todo instante temos notícias de graves enfermidades ou falecimentos de pessoas jovens. A vida está se tornando um verdadeiro "campo de batalha", onde vemos a todo momento tombar ao nosso lado gente conhecida, na maioria das vezes numa idade em que o ser humano ainda pode realizar muito em benefício de sua família ou da sociedade. Retornando às antigas fontes de sabedoria humana, podemos adqüirir novos conhecimentos que nos possibilitem avançar no caminho da solução dos grandes problemas da medicina. Daí a importância de se estudar o Talmud do ponto de vista médico e científico, para a prevenção e tratamento de graves enfermidades.
O Dr. Gregório Schor é Clínico Geral e Psicoterapeuta
Enviado por Leon M. Mayer
Presidente da Loja Albert Einstein da B'nai B'rith do RJ
[1] Sabemos que a Circuncisão é um mandamento de D-us para o povo judeu como símbolo da aliança que Ele fez com Abraão, portanto, este foi um costume (por assim dizer) que não se iniciou no Egito, como deixa a crer a informação, mas que já fazia parte das tradições Hebraicas daquela época. Portanto, muito mais que uma medida de saúde, a circuncisão é um sinal de aliança entre o Homem e D-us.
[2] A não ingestão da carne de suínos e alguns outros animais, além do seu papel em prevenir estas e outras doenças provenientes deste animais, também demonstra o nível de compromentimento do homem com D-us pois, em sua Torá, foi-nos ordenado não comer deste animais.
[3] O Salgamento da carne por um determinado tempo, além do benefício apresentado pelo Dr. Schor, demonstra também o cuidado do homem em não ingerir sangue, nem mesmo uma única gota. Salgando a carne extrai-se todo o sangue contido em suas fibras musculares, como também, inibe o ácido sarcolático.
[4] O Açougueiro Judeu. Conhecedor dos métodos de abate sem estress do animal e métodos para retirar o sangue da carne totalmente.
Fonte: Talmidd.blogspot
Nenhum comentário:
Postar um comentário